Biografia

               
                   CARLOS ZILIO
nasces no Rio de Janeiro em 1944. Mora grande parte de sua infância no Posto 6, em Copacabana, e ainda em Washington e Jundiaí, devido às transferências profissionais do pai.
                  Em 1962, ingressa no Instituto de Belas Artes da Guanabara e estuda pintura com Iberê Camargo. Torna-se, em 1966, aluno do Instituto de Psicologia da antiga Universidade do Brasil – atual UFRJ – ao mesmo tempo em que desenvolve sua carreira de artista plástico.
                As obras na exposição “Otra figuración” dos artistas argentinos Noé, De La Vega e Macció e a mostra “Opinião 65”, ambas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tiveram grande impacto sobre seu trabalho. Participa de “Opinião 66”, e da histórica “Nova objetividade brasileira”, em 1967.
                 Em 1965, vê a retrospectiva de Barnett Newman na VIII Bienal de São Paulo, artista que se tornaria uma crescente referência para seu trabalho. participa da IX Bienal de São Paulo e executa o trabalho Lute (marmita),neste período.
            No segundo semestre de 1972, casa-se e participa do Salão Nacional de 1973. Com vários artistas, críticos e poetas faz a revista Malasartes em 1974, e viaja para Paris, Londres, Colônia e Nova York para ver a arte contemporânea internacional. Em 1975 realiza sua primeira exposição individual na Galeria Luiz Buarque de Hollanda e Paulo Bittencourt, no Rio de Janeiro. Nesta época se fazem presentes em seu trabalho a repercussão das obras de Duchamp, dos concretistas russos e da arte conceitual. A exposição “Atensão” é realizada na Sala Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1976, mas, ainda assediado constantemente pela repressão da ditadura, aproveita o convite para participar da X Bienal de Paris e acaba por viver nesta cidade até 1980. Durante sua estadia na França, visita intensamente museus e tem a oportunidade de, com a inauguração do Beaubourg – Centro de Artes George Pompidou, ver importantes exposições como a retrospectiva de Marcel Duchamp, “Paris/Berlim”, “Paris/Moscou” e “Paris/Nova York”.
     1977, a retrospectiva de Jasper Johns demarca um momento de sua reaproximação com a pintura, sendo que a exposição “O último Cézanne”, organizada por William Rubin em 1978, torna-se o impacto definitivo que determina a opção de privilegiar em sua produção a prática pictórica. Em Paris, a indagação sobre a cultura brasileira o leva a escrever A querela do Brasil (a questão da identidade da arte brasileira: Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Portinari – 1922/1945), sua tese de doutorado na Universidade de Paris VIII.
      De volta ao Brasil, realiza exposição individual em 1982, no Espaço ABC da Funarte, organizada por Paulo Sergio Duarte. Inicia em 1980 atividade como professor, e é autor do projeto, e coordenador, do Curso de Especialização em História da Arte e Arquitetura no Brasil na PUC-Rio, uma das primeiras iniciativas de pós-graduação desta área no país. Realiza como editor e curador com seus alunos em 1982 e em 1983 as exposições e catálogos de Goeldi e Guignard, e funda a revista Gávea em 1985. Em 1994, por concurso público, vai para a Escola de Belas Artes da UFRJ, onde cria o projeto da Área de Linguagens Visuais, que visa à formação do artista, no Programa de Pós-Graduação. Em 1992 faz pós-doutorado em Paris com Hubert Damisch, e em 1998 faz estágio sênior com Yve-Alain Bois, nos Estados Unidos. Realiza em 1996 uma retrospectiva da fase política e inédita de sua obra, organizada por Vanda Mangia Klabin, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna da Bahia. Organizadas por Paulo Venâncio Filho, faz as seguintes exposições individuais: no Centro de Arte Hélio Oiticica, em 2000, que abrange a produção da década de 1990; e Trabalhos sobre papel – pinturas e desenhos sobre este suporte, realizados nas três últimas décadas, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, em 2004, e na Estação Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2005. Em 2008 exposição inaugural da Galeria Anita Schwartz no Rio de Janeiro e, no mesmo ano, em São Paulo, na Galeria Raquel Arnaud. Em 2010 participa da 29a. Bienal de São Paulo e neste mesmo ano e em 2011, realiza uma exposição que itinera do Museu de Arte Contemporânea do Paraná ao Centro Universitário Maria Antônia USP e ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Ainda em 2011 é convidado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) para uma mostra especial de sua produção da década de 1970.